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Dentro de mim e além da janela
Haveria algo que me salvaria dessa situação doentia. O gato caminha graciosamente em minha direção, tiro ele do chão e o coloco sobre meu colo, analiso a simplicidade daquele ser em seus complexos olhos azuis como se buscasse uma resposta em símbolos. Gatos tem seus cuidados, provavelmente reconhecem sua elegância e dispõem de uma delicadeza que nem tangencia o mundo dos espelhos. Como isso poderia ser? Enfim, olha para a janela aberta da sala e acompanho seu olhar focando a sombra do coqueiro que balança sobre o vitral, move sua cabeça de acordo com aquela dança de sombras. Eis que surge uma questão: Eu devo fugir da minha imagem no vitral ou focar além?
Escrito por Bruno Gallo às 21h56
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